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A casa sem fundo II




Havia algo naquela casa!

Olá pessoal, tudo bem? A matéria de hoje vai ser bem diferente do que de costume. Trata-se de uma história de horror, porém, dessa vez não sou eu que vai dizer o fim dela, e sim vocês, isso mesmo, a partir desse momento você se torna um detetive, você esta incumbido de descobrir o que aconteceu com a família de uma casa estranha em Atlanta, descubra o que houve interpretando os pedações do diário do único membro da família que enxergava a verdade.




Dia 2



Estou de volta na casa, meu Deus, mas que ambiente horroroso, eu adentro a casa e me sinto observado, é como se algo estivesse espreitando, esperando por um momento de distração para pular e arrancar minha cabeça. Esqueço essas sensações e volto a me focar no trabalho, subo as escadas em direção ao quarto que teve de ser arrombado, por onde começar? Com todas as gavetas do armário trancadas aquilo era um beco sem saída. Se eu as forçasse da maneira errada eu iria destruir as provas, de repente eu me deparo com o formato estranho do "i" na frase escrita a sangue no chão, parecia que o pingo do "i" formava uma flecha que apontava para debaixo da cama, decido seguir meus instintos e olho, lá em baixo encontro uma pequena caixa de madeira, parecia que ela havia sido pintada de preto recentemente, passei a mão sobre a caixa e percebi alguns relevos que não podiam ser percebidos a olho nu, passo minha lanterna fluorescente e vejo os dizeres


" Em baixo de onde a família se reuniu "

Aquilo não fazia sentido, por que alguém escreveria em uma caixa em códigos? Com raiva eu acabei acidentalmente arranhando a caixa relevando sua tinta original, rosa, seria uma garota por traz desse código? Seja como for eu não poderia tirar mais conclusões naquele momento. De repente, tive um lampejo de intuição, deve estar na sala de estar em algum lugar! Decidi seguir por esse caminho. A sala era muito mal iluminada, as janelas estavam seladas com madeiras e compensado impedindo que qualquer luz entrasse, ao caminhar na sala eu senti que havia um piso solto, olhei para baixo, liguei minha lanterna, e vi que o piso estava curvo, como se tivesse sido puxado para cima muita vezes. Eu arranquei o pedaço do piso e vi lá em baixo um pedaço de papel, uma pagina de um diário, lá estava escrito...



Pag. 30 11/03/00

Querido diário...

Não aguento mais essas brigas por causa do meu namorado, meu pai não me entende, ele acha que eu não tenho idade para isso, mas eu acho que é ele quem tem idade demais e esta ficando senil. Aqueles pesadelos continuam, é sempre a mesma coisa, eu acordo amarrada em uma tábua de madeira com vários homens de capuz preto me olhando no que parece ser uma câmara de tortura, tem algumas coisas escritas nas paredes em um idioma estranho, de repente um deles me corta com um machado e arranca meu intestino comigo ainda vida, olhando, e é nessa hora que eu acordo. Eu tenho tido esse pesadelo a várias semanas, sempre igual, o DR. Devon ainda não sabe explicar o por que disso.

Então era uma garota, provavelmente sofria de alguma paranoia, mas será que aquilo era frequente ou havia começado recentemente? Minha cabeça estava borbulhando de perguntas, muitas coisas passavam pela minha mente, não sei por que estou assim, sempre me mantive calmo em toda a minha carreira, mas havia alguma coisa com esse caso.

Eu saio andando e passo por um arco adornado com relevos que separa a sala de estar da sala de entrada, quando de relance eu vejo dois pontos vermelhos na escada, e em uma fração de segundos eles desaparecem, juro que pude ouvir sons de passos, parecia alguém ou alguma coisa correndo muito rápido, o que seria aquilo? 

Eu subo as escadas correndo, eu começo a soar frio enquanto saco meu Walther PPK, eu faço uma virada brusca e algo me freia instantaneamente, a porta do quarto dá garota estava fechada, mas como? A porta havia sido arrombada, a maçaneta estava destruída, aquela porta não deveria se fechar, eu tento abrir e algo me deixa ainda mais chocado, a porta estava emperrada, mas como? Uma porta arrombada não costuma se fechar e trava, havia alguém ali, eu me recomponho e digo em algo e bom tom:

- Aqui é da polícia, você esta invadindo uma área de investigação criminal, saia com as mãos aonde eu possa ver...

Foi quando ouvi uma voz estranha, não parecia humana e as coisas que aquilo dizia menos ainda. Penso rápido e ligo meu gravador, aquilo era muito incomum e com certeza ninguém acreditaria se eu contasse, gravo por alguns minutos e decido desligar, seguro firme a minha arma e volto a me pronunciar:

Senhor ou senhora abra a porta imediatamente ou serei forçado a arrombar, estou lhe dando voz de prisão por obstrução de uma investigação criminal, saia imediatamente!

Ao terminar de falar a voz do quarto se calou, ficara somente um silêncio agonizante, tenho que arrombar a porta de novo, eu me responsabilizarei por isso, é bom que valha a pena. Eu arrombo a porta e fico pasmo; os armários, as gavetas, tudo que tinha tranca estava aberto, o quarto que antes estava arrumado agora parecia ser as sobras de um terremoto, e o mais espantoso de tudo é que tanto as gavetas quanto o armário estavam completamente vazios, mas como? A janela ainda estava bloqueada com madeira e compensado, ninguém poderia ter entrado ou saído por ali, o que diabos estava acontecendo naquela casa?

Saio correndo dali, quase tropeço algumas vezes, eu nunca havia me assustado tanto em meus 25 anos de carreira, por alguma razão aquilo foi mais assustador do que todas as cenas de assassinatos brutais que eu já havia visto. O que era aquilo? O que eram aqueles pontos vermelhos? Seriam olhos? Quem esvaziou os armários? Eram muitas perguntas e nenhuma resposta, a minha dor de cabeça voltara com força máxima, decido ir ao hospital antes de voltar ao DP.


Ao chegar lá, explico minha situação para a atendente no balcão, ela pede que eu espere um minuto por ela precisava atender uma emergência nos fundos, e de fato, parecia grave por causa dos gritos que eu estava escutando, eu encosto meu braço no balcão e sem querer derrubo uma pasta, meu Deus, como eu sou desastrado! Eu recolho os papeis que se espalharam pelo chão e noto que um dos papeis era um relatório de entrada de uma garota de 15 anos naquele hospital alguns dias antes, o interessante era o endereço da residência, aquele era o endereço da casa que eu estava investigando...

CONTINUA...

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